Usina Rio Verde celebra 40 anos e parceria com a SCA Brasil

A Usina Rio Verde completa 40 anos em 2026 com uma trajetória marcada por pioneirismo, diversificação e capacidade de adaptação. Instalada em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, a empresa evoluiu da produção de álcool e cachaça para um modelo híbrido que hoje produz etanol de cana-de-açúcar, milho e sorgo durante todo o ano.

O modelo permite manter a indústria em funcionamento durante os 12 meses do ano. Na entressafra da cana, normalmente entre novembro e abril, a moagem de milho ganha espaço. A integração também amplia o aproveitamento das matérias-primas. O milho gera DDG para alimentação animal, enquanto o bagaço da cana é utilizado como biomassa para geração de energia, com parte da eletricidade destinada ao sistema elétrico.

Dejetos da pecuária e da suinocultura seguem para biodigestores, gerando biogás. O material remanescente transformado em composto retorna às lavouras de cana, milho e sorgo como fertilizante, fechando o ciclo.

SCA Brasil e a comercialização: parceria histórica

A relação com a SCA Brasil também acompanha uma parcela importante dos 40 anos da Usina Rio Verde. Segundo Cássio Iplinski, a aproximação surgiu em um período em que as usinas buscavam ganhar escala e eficiência na comercialização de etanol. O relacionamento ganhou força em 2005 e 2006, a partir das conversas com Martinho Ono, atual CEO da SCA Brasil, para levar o modelo de comercialização ao mercado goiano.

“Trouxemos a SCA Brasil para Goiás com o objetivo de comercializar o etanol. E lá se vão 25 anos de parceria histórica”, relembra Iplinski.

Para a Usina Rio Verde, que optou por não manter uma estrutura comercial própria de grande porte, a parceria passou a cumprir uma função estratégica na conexão da empresa com compradores e com a dinâmica do mercado.

“A SCA Brasil tem um papel importante, porque não temos essa estrutura comercial dentro da usina. É aí que ela nos ajuda, com o relacionamento com o mercado e com uma estrutura comercial que nos atende muito bem ao longo desses anos”, afirma.

A parceria evidencia uma relação que vai além da comercialização: acompanha a transformação de um setor que ganhou escala, novas matérias-primas e novos mercados ao longo das últimas décadas.

Fonte: Site Agro e Prosa – Veja na íntegra aqui