Os preços do açúcar fecharam em alta nesta segunda-feira (14), apoiados principalmente pela valorização do petróleo, que voltou aos maiores níveis em mais de três meses. Em Nova York, o contrato outubro encerrou a 18,16 cents por libra-peso, enquanto, em Londres, o mesmo vencimento avançou para US$ 524,80 por tonelada.
O petróleo mais caro aumenta a competitividade do etanol e pode estimular as usinas brasileiras a direcionarem maior parcela da cana para o biocombustível, reduzindo a disponibilidade de açúcar. Apesar do suporte, as cotações permanecem abaixo das máximas alcançadas na semana passada.
Oferta global mantém mercado sustentado
O balanço mundial mais apertado continua como importante fator de suporte. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit de 200 mil toneladas em 2026/27, após superávit de 1,1 milhão de toneladas na temporada anterior. A entidade estima ainda queda de 1% na produção mundial, para 180,1 milhões de toneladas.
Outras projeções indicam déficits maiores: a StoneX trabalha com 1,7 milhão de toneladas em 2026/27, enquanto a Czarnikow prevê saldo negativo de 2,9 milhões de toneladas em 2027/28.
A Tailândia também preocupa. A produção do segundo maior exportador mundial poderá cair 17%, para cerca de 10 milhões de toneladas em 2026/27, segundo estimativa da indústria local.
Na Índia, a melhora das chuvas de monção reduz parte da preocupação, embora as precipitações ainda estejam abaixo da média. No Brasil, a evolução da safra do Centro-Sul e a decisão das usinas entre açúcar e etanol permanecem determinantes.
Com petróleo elevado, perspectiva de déficit global e riscos climáticos associados ao El Niño, o mercado segue sustentado, embora sujeito a correções após as recentes máximas.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui