Após um primeiro semestre de crescimento, a produção brasileira de biodiesel começa a dar sinais de desaceleração. Dados da ANP analisados pelo estrategista Marcos Rubin mostram que o país produziu 4,96 bilhões de litros entre janeiro e junho, alta de 9% sobre o mesmo período de 2025. No entanto, a queda registrada em junho indica uma possível mudança de tendência para o restante do ano.
Segundo Rubin, dois fatores explicam o cenário: a não implementação da mistura B16, que ampliaria a demanda pelo biocombustível, e o enfraquecimento do mercado de diesel, diretamente ligado ao consumo de biodiesel.
A análise também revela uma mudança no perfil das matérias-primas. Embora o óleo de soja permaneça como principal insumo, com crescimento de 6,9%, o maior avanço ocorreu no uso de outros óleos vegetais (+15%) e de gorduras animais (+17,1%), indicando maior diversificação da produção.
Para o especialista, o momento exige cautela. A combinação entre demanda mais fraca e ausência de novos mandatos de mistura pode limitar o crescimento da indústria de biodiesel e pressionar também o setor de esmagamento de soja nos próximos meses.
Fonte: Agrolink – Veja na íntegra aqui