Brasil compartilha modelo do etanol com países da América Latina

A experiência brasileira com o etanol ganha espaço como referência para outros mercados da América Latina. Em agosto, representantes dos setores público e privado de Colômbia, Equador, Guatemala, Panamá, Peru e Uruguai participaram de uma missão técnica no Brasil para conhecer programas de mistura do biocombustível à gasolina e seu papel na descarbonização dos transportes.

A iniciativa foi organizada pela ÚNICA, em parceria com a Associação Latino-Americana de Produtores de Açúcar (UNALA) e a ApexBrasil. A agenda apresentou aos participantes diferentes pilares que permitiram ao Brasil ampliar a produção e o consumo de etanol, combinando políticas públicas, tecnologia automotiva, capacidade industrial e infraestrutura de distribuição.

Em Brasília, a delegação conheceu a evolução das políticas brasileiras para biocombustíveis e mecanismos de descarbonização, como o RenovaBio. A programação também incluiu troca de experiências sobre o desenvolvimento do mercado de etanol em outros países latino-americanos.

Do canavial à tecnologia flex

Em São Paulo, a missão percorreu diferentes etapas da cadeia. No Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o foco foi inovação, biotecnologia e produtividade. Na Usina Costa Pinto, os participantes acompanharam a produção de etanol e o manejo da cana-de-açúcar.

Na fábrica da Toyota, em Sorocaba, a delegação conheceu a tecnologia flex, considerada um dos principais vetores da expansão do consumo de etanol no mercado brasileiro. O grupo também visitou um centro de distribuição da Raízen para entender a logística necessária ao abastecimento de biocombustíveis.

A aproximação reforça uma oportunidade para o setor: expandir o modelo de uso do etanol para outros países latino-americanos, aproveitando a disponibilidade de matérias-primas agrícolas e a experiência acumulada na região.

Além do transporte rodoviário, a cooperação pode contribuir para ampliar a presença dos biocombustíveis nos segmentos aéreo e marítimo, abrindo novas frentes de demanda e fortalecendo o papel da América Latina na transição para uma matriz de transportes de menor intensidade de carbono.

Fonte: UNICA – Veja na íntegra aqui