O Brasil avançou na estratégia para reduzir os riscos de abastecimento de fertilizantes. O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou um memorando de entendimento com a OCP Nutricrops, do Marrocos, que estabelece como referência o fornecimento de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados a operadores brasileiros, com possibilidade de início ainda em 2026.
O volume corresponde a 76% do déficit de 5 milhões de toneladas projetado pelo governo para a safra 2026/27. A efetivação das compras, entretanto, dependerá das negociações comerciais entre a companhia marroquina e os importadores brasileiros.
O acordo ganha relevância diante da elevada dependência externa brasileira e das recentes tensões geopolíticas, que aumentaram os riscos logísticos e os custos da cadeia internacional de fertilizantes.
Acordo vai além do fornecimento
Além dos fosfatados, o memorando prevê cooperação em mapeamento de solos, bioinsumos, biofertilizantes, agricultura de baixo carbono e soluções nutricionais adaptadas às condições brasileiras.
Também estão previstas oportunidades de investimento em produção, transformação, armazenagem e logística, além de intercâmbio de informações sobre oferta, demanda e agricultura digital.
A OCP possui em Jorf Lasfar um complexo industrial e portuário com capacidade de produzir 15 milhões de toneladas por ano e mais de 100 formulações de fertilizantes.
Para o mercado brasileiro, o acordo representa uma frente de diversificação e segurança de suprimento no curto prazo, enquanto o País busca ampliar a produção doméstica de fertilizantes e diminuir estruturalmente sua exposição às importações.
Fonte: CNN Brasil – Veja na íntegra aqui