A elevada dependência brasileira de fertilizantes importados reforça a necessidade de ampliar a produção doméstica de nutrientes. Atualmente, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no país vêm do exterior, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), deixando o agronegócio mais exposto a oscilações de preços, câmbio, conflitos geopolíticos e gargalos logísticos.
Nesse cenário, a produção nacional de fertilizantes fosfatados ganha importância estratégica. A ampliação da oferta doméstica pode diversificar as fontes de abastecimento, reduzir vulnerabilidades e oferecer maior previsibilidade para o planejamento das safras.
Empresas como Massari Fértil e Morro Verde atuam nesse movimento, integrando atividades de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes voltados às condições da agricultura brasileira.
Fósforo é estratégico para a produtividade
O fósforo desempenha papel fundamental no desenvolvimento das culturas, especialmente na formação do sistema radicular, transferência de energia e estabelecimento inicial das plantas.
Sua importância é ainda maior nos solos tropicais brasileiros, nos quais características químicas podem limitar a disponibilidade do nutriente. Isso exige manejo adequado da fertilidade e estratégias capazes de aumentar a eficiência da adubação.
Para Sérgio Ailton Saurin, CEO da Massari Fértil e da Morro Verde, fortalecer a indústria nacional não significa substituir completamente as importações, mas ampliar as alternativas disponíveis ao agricultor.
“Reduzir a vulnerabilidade externa não significa deixar de importar, mas ampliar a participação da produção nacional e criar mais alternativas de abastecimento para o produtor brasileiro.”
Produção nacional pode reduzir exposição a crises
A dependência externa torna os custos e a disponibilidade dos fertilizantes brasileiros sensíveis a fatores que ocorrem a milhares de quilômetros das lavouras. Conflitos internacionais, restrições comerciais, volatilidade cambial e problemas de transporte podem rapidamente chegar ao custo de produção no campo.
Uma oferta doméstica maior pode proporcionar mais opções de compra e previsibilidade, além de aproximar a indústria das principais regiões agrícolas.
A construção de uma cadeia mais resiliente, porém, envolve não apenas aumentar a produção brasileira. O setor aponta três frentes complementares: fortalecer a oferta nacional, diversificar fornecedores internacionais e elevar a eficiência no uso dos nutrientes.
Eficiência também entra na estratégia
Melhorar o aproveitamento dos fertilizantes é outra forma de reduzir vulnerabilidades. Análise de solo, recomendação agronômica, doses adequadas, momento correto de aplicação e tecnologias adaptadas às condições locais podem diminuir desperdícios e elevar a eficiência nutricional.
Para Saurin, uma cadeia nacional mais estruturada também amplia a capacidade de reação do agronegócio diante das mudanças no mercado internacional.
“Ter uma oferta nacional mais forte e diversificada permite que o setor tenha maior capacidade de resposta diante das mudanças no mercado global e dá ao produtor mais previsibilidade para planejar suas safras.”
Com ativos e operações em Minas Gerais e São Paulo, além de parcerias produtivas em outras regiões, Massari Fértil e Morro Verde integram um movimento de expansão da cadeia doméstica de fertilizantes.
Para um país que ocupa posição de destaque na produção mundial de alimentos, ampliar a disponibilidade de fertilizantes produzidos no Brasil pode representar não apenas uma questão de custos, mas também de segurança de abastecimento, competitividade e soberania produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio – Veja na íntegra aqui