Os contratos futuros de açúcar bruto encerraram esta terça-feira (8) praticamente estáveis em Nova York, após a forte valorização das últimas semanas. O vencimento negociado na ICE avançou 0,2%, para 18,10 cents por libra-peso, depois de atingir 18,77 cents/lb na quarta-feira passada, maior patamar em 16 meses.
O mercado passa agora por uma fase de consolidação. A atividade mais fraca no mercado físico e a disponibilidade confortável de estoques podem limitar novas altas no curto prazo, apesar dos riscos que permanecem para a oferta global.
Entre eles está o El Niño, considerado um fator potencialmente altista até 2027, embora seus efeitos sobre a produção devam aparecer de maneira gradual.
Chuvas podem atrasar moagem no Centro-Sul
No Brasil, o clima voltou ao centro das atenções. O principal cinturão produtor recebeu chuvas no fim de semana e novas precipitações estão previstas para os próximos dez dias.
Com cerca de um terço da safra ainda a ser processado, o excesso de chuva pode reduzir o ritmo de colheita e moagem da cana no Centro-Sul, aumentando as incertezas sobre o volume que efetivamente será processado nesta temporada.
Petróleo perto de US$ 100 dá suporte ao açúcar
Outro fator de sustentação vem do mercado de energia. O petróleo atingiu máximas de várias semanas, aproximando-se de US$ 100 por barril.
A valorização do petróleo tende a melhorar a competitividade do etanol e pode incentivar usinas, principalmente no Brasil e na Índia, a direcionar mais matéria-prima ao biocombustível em detrimento do açúcar.
Esse movimento ajuda a limitar as quedas das cotações do adoçante, já que uma mudança no mix pode reduzir a disponibilidade global de açúcar.
Em Londres, porém, o açúcar branco apresentou maior pressão e encerrou o pregão em US$ 519,80 por tonelada, queda de 1,2%.
Assim, apesar da acomodação depois das máximas recentes, clima no Brasil, petróleo elevado e decisões sobre o mix entre açúcar e etanol continuam oferecendo suporte ao mercado, enquanto estoques e demanda física fraca limitam, por enquanto, uma nova escalada das cotações.
Fonte: Money Times – Veja na íntegra aqui