Os futuros do açúcar perderam força nesta quarta-feira (16), pressionados principalmente pela queda do petróleo e pela perspectiva de tempo mais seco no Centro-Sul do Brasil. Na ICE, o açúcar bruto para outubro chegou a 17,68 cents por libra-peso, menor nível desde 3 de setembro, antes de se recuperar e encerrar praticamente estável, a 17,97 cents/lb.
A correção acontece depois da recente valorização que levou o açúcar às máximas de 16 meses. O petróleo mais barato reduz a competitividade relativa do etanol e pode estimular usinas brasileiras e indianas a direcionarem maior parcela da matéria-prima para a produção de açúcar.
Oferta global ainda sustenta mercado
No Brasil, a previsão de tempo predominantemente seco nos próximos dez dias favorece o avanço da colheita e da moagem de cana, aumentando a possibilidade de recuperação das operações após as interrupções provocadas pelas chuvas.
Apesar da pressão de curto prazo, preocupações com a oferta internacional continuam limitando as perdas. O mercado acompanha perspectivas de menor produção na Índia, Tailândia e União Europeia.
Na França, maior produtor agrícola do bloco europeu, a safra de beterraba açucareira poderá ser a menor desde a década de 1970, após perdas provocadas por ondas de calor e seca.
Em Londres, o açúcar branco acompanhou o movimento e caiu 0,4%, para US$ 524 por tonelada.
Para as próximas sessões, a disputa entre petróleo, ritmo da moagem brasileira e redução da oferta em importantes produtores mundiais deverá continuar determinando a direção das cotações.
Fonte: Nova Cana – Veja na íntegra aqui