Os preços internacionais do açúcar iniciaram agosto em forte alta, impulsionados pela expectativa de um déficit global de oferta na safra 2026/27 e pelas preocupações com o clima na Índia, um dos maiores produtores mundiais.
Na Bolsa de Nova York, o contrato de outubro fechou em 15,01 cents de dólar por libra-peso, maior nível em três semanas. Em Londres, o açúcar branco encerrou cotado a US$ 469,50 por tonelada, atingindo a maior cotação em duas semanas.
O mercado foi sustentado por sucessivas revisões nas projeções globais. A Covrig Analytics passou a estimar déficit de 300 mil toneladas para 2026/27, enquanto a Green Pool elevou sua projeção para 3,3 milhões de toneladas e a StoneX revisou o déficit para 1,7 milhão de toneladas.
Outro fator de suporte continua sendo o clima na Índia. A previsão de monções abaixo da média aumenta as incertezas sobre a produção de cana, enquanto o avanço do El Niño reforça os riscos para importantes regiões produtoras, como Brasil, Índia e Tailândia.
No Brasil, apesar da expectativa de uma moagem maior, a maior atratividade do etanol deve reduzir a participação da cana destinada à produção de açúcar, contribuindo para um mercado internacional mais apertado e mantendo as cotações sustentadas nos próximos meses.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui