Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros pode inaugurar uma nova geração de fertilizantes capazes de aumentar a produtividade agrícola, recuperar solos degradados e reduzir emissões de carbono. A inovação utiliza estruturas metal-orgânicas (MOFs), materiais microscópicos que liberam nutrientes de forma gradual, aumentando a eficiência da adubação.
O projeto é desenvolvido pelo RCGI da USP, em parceria com a Unesp, Shell Brasil, FAPESP e empresas de tecnologia. A proposta é melhorar o aproveitamento de nutrientes como nitrogênio, fósforo e ferro, reduzindo perdas e fortalecendo a atividade biológica do solo.
Nos primeiros testes, a tecnologia apresentou resultados expressivos, com aumento de até 50% na biomassa das culturas, crescimento de 80% no carbono da biomassa microbiana, redução de até 14% nas emissões de CO₂ do solo e aumento de 41% na disponibilidade de fósforo em culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar.
Além dos ganhos agronômicos, os pesquisadores avaliam que a redução das emissões e o uso mais eficiente dos fertilizantes poderão futuramente gerar créditos de carbono, criando uma nova fonte de receita para o produtor rural.
Embora a tecnologia ainda dependa de validações em larga escala e certificação, a pesquisa aponta para um novo modelo de agricultura, no qual produtividade, regeneração do solo e sustentabilidade passam a caminhar juntas.
Fonte: CNN – Veja matéria na íntegra aqui