Menor oferta global e maior produção de etanol sustentam mercado

Os preços do açúcar fecharam em alta pelo quarto pregão consecutivo nas bolsas internacionais, impulsionados pelas preocupações com a oferta global. Em Nova York, os contratos atingiram o maior nível das últimas seis semanas, enquanto Londres também registrou valorização.

O principal suporte continua vindo da Índia, onde o déficit de chuvas durante a temporada de monções permanece 42% abaixo da média histórica, aumentando os riscos para a produção do segundo maior produtor mundial da commodity.

No Brasil, o mercado também encontra sustentação nos dados da Unica, que mostram queda de 2% na produção de açúcar do Centro-Sul até o fim de maio. Além disso, as usinas ampliaram a destinação de cana para o etanol, que passou a representar 58,38% do mix de produção, reduzindo a oferta do adoçante.

Outro fator de apoio veio da consultoria Czarnikow, que revisou o balanço global da safra 2026/27 de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, refletindo a maior produção de etanol no Brasil.

No mercado interno, o açúcar cristal também reagiu. O indicador Cepea/Esalq subiu 0,41%, para R$ 92,69 por saca, enquanto o etanol hidratado recuou 0,31% no dia, mas encerrou junho com valorização acumulada de 1,19%.

Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui