Mesmo com o adiamento das novas diretrizes para biocombustíveis no Brasil, representantes da cadeia agroindustrial avaliam que o avanço da soja e do biodiesel deve continuar no país, sustentado pelo potencial de industrialização da oleaginosa e pela expansão dos combustíveis renováveis.
O setor defende que a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel teria efeito direto sobre crescimento econômico, geração de renda e criação de empregos, especialmente nas regiões produtoras do interior.
Na prática, a industrialização da soja pode mais que triplicar a geração de riqueza no país, além de fortalecer cadeias associadas, como proteína animal, logística e energia renovável.
De acordo com Daniel Furlan Amaral, diretor de assuntos regulatórios da Abiove, o Brasil possui capacidade instalada para esmagar entre 72 milhões e 73 milhões de toneladas de soja por ano, mas a previsão atual é de processamento em torno de 62 milhões de toneladas, o que revela espaço para expansão industrial.
Segundo ele, o aproveitamento dessa capacidade ociosa permitiria gerar cerca de 8 milhões de toneladas adicionais de farelo e aproximadamente 2 milhões de toneladas de óleo de soja — volume considerado suficiente para viabilizar misturas maiores de biodiesel, como B16 ou B17.
O setor também vê novas oportunidades com o crescimento do SAF (combustível sustentável de aviação), do HVO — conhecido como diesel verde — e de outros combustíveis renováveis, consolidando a soja como matéria-prima estratégica para a transição energética brasileira.
Fonte CNN Brasil – Veja a matéria na íntegra aqui