A expansão da demanda por biodiesel no Brasil vem estimulando novos investimentos em capacidade produtiva. Com a elevação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil de 14% para 15% (B15), a SCA Brasil estima um acréscimo de cerca de 1 bilhão de litros na produção nacional do biocombustível.
O cenário ajuda a explicar a movimentação da indústria. No Rio Grande do Sul, o Grupo Vaccaro avança na construção de uma nova planta de biocombustíveis em Erechim. Com investimento de R$ 155 milhões e cerca de 50% das obras executadas, a unidade tem conclusão prevista para fevereiro de 2027.
A planta deverá utilizar principalmente óleo de soja e gordura animal. Na primeira fase, a capacidade prevista é de aproximadamente 300 metros cúbicos por dia, com possibilidade de chegar a 600 mil litros diários após adequações.
Demanda por biodiesel movimenta cadeia da soja
O avanço do B15 amplia a necessidade de matérias-primas para atender à produção de biodiesel. Nesse cenário, o óleo de soja mantém papel central como principal insumo utilizado pelo setor no Brasil.
O aumento da demanda ocorre em paralelo à ampliação da capacidade de processamento da oleaginosa. A Abiove projeta investimentos de R$ 5,9 bilhões pelas empresas da cadeia da soja nos próximos 12 meses, com expansão da capacidade nacional de esmagamento para 82,6 milhões de toneladas por ano.
No caso da Vaccaro, o investimento também faz parte de uma estratégia de verticalização. O grupo já possui uma unidade de esmagamento de soja em Erechim, responsável pela produção de óleo e farelo. Com a nova planta de biocombustíveis, parte do óleo atualmente comercializado com outras indústrias poderá passar a ser processada dentro do próprio complexo.
O movimento observado no Rio Grande do Sul acompanha, portanto, um mercado nacional em expansão, no qual o aumento da mistura obrigatória de biodiesel tende a elevar a demanda por óleo vegetal e estimular novos investimentos em esmagamento e produção de biocombustíveis.
Fonte: Automação Industrial – Veja na íntegra aqui