Os preços internacionais do açúcar fecharam em alta nesta terça-feira (22), após reverterem as perdas registradas durante o pregão. Em Nova York, o contrato outubro avançou para 17,59 cents por libra-peso, enquanto, em Londres, o açúcar branco para dezembro subiu para US$ 507,90 por tonelada.
A recuperação foi impulsionada principalmente pelas chuvas no Centro-Sul do Brasil, que vêm atrasando a colheita da cana e podem restringir temporariamente a disponibilidade de açúcar. Durante a sessão, Nova York chegou a atingir a menor cotação em quatro semanas antes de reagir.
No mercado brasileiro, a oferta mais limitada também aparece nos preços. O açúcar cristal vem registrando valorização no mercado spot, enquanto os atrasos provocados pelas chuvas podem levar algumas usinas a estender a moagem até fevereiro.
Demanda fraca ainda limita avanço
Apesar do suporte climático, a demanda física continua sendo um ponto de atenção. A entrega de 499,35 mil toneladas contra o contrato outubro em Londres, 91% acima do volume registrado um ano antes, reforçou a percepção de menor apetite comprador.
Os fundos também mantêm elevada exposição ao açúcar. As posições líquidas compradas chegaram a 161.342 contratos, maior patamar em quase três anos, aumentando o risco de pressão sobre as cotações caso ocorra uma liquidação dessas posições.
No médio prazo, porém, a perspectiva de oferta mais apertada oferece sustentação. A ISO projeta déficit global de 200 mil toneladas em 2026/27, enquanto a StoneX estima saldo negativo de 1,7 milhão de toneladas. Na Tailândia, a produção poderá recuar 17%, e a Índia ainda enfrenta incertezas relacionadas às monções.
Para o mercado, o açúcar segue dividido entre dois vetores: chuvas no Brasil e riscos de menor oferta global sustentam as cotações, enquanto demanda física enfraquecida e posições elevadas dos fundos limitam uma recuperação mais consistente.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui