O governo federal afirma que o Brasil não deverá enfrentar desabastecimento de fertilizantes na safra 2026/27. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, acordos com fornecedores internacionais e a retomada da produção doméstica aumentaram a segurança de suprimento para o agronegócio.
Um dos principais movimentos foi o acordo firmado com o Marrocos, que estabelece como referência o fornecimento de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados ao mercado brasileiro. O entendimento busca reforçar a disponibilidade de um dos grupos de nutrientes mais pressionados pelas recentes tensões geopolíticas e pelos custos das matérias-primas.
“Eu diria que o fantasma do desabastecimento, neste momento, está afastado”, afirmou o ministro durante o Congresso Brasileiro do Algodão.
Produção nacional de ureia deve ganhar espaço
Nos nitrogenados, a estratégia passa pela recuperação da capacidade produtiva brasileira. Segundo André de Paula, três fábricas foram retomadas e uma quarta unidade, em Três Lagoas (MS), deverá entrar em operação até meados de 2027.
Com essa nova capacidade, a expectativa apresentada pelo ministro é que o País consiga produzir aproximadamente 35% da ureia consumida internamente, reduzindo parte da exposição às importações.
Para o produtor, porém, garantia de abastecimento não significa necessariamente preços menores. Custos internacionais, câmbio, fretes, disponibilidade de matérias-primas e tensões geopolíticas continuam influenciando o mercado.
Com a safra 2026/27 em andamento, o foco passa da preocupação imediata com uma eventual falta de produto para preços, logística e momento das compras, especialmente de fosfatados e nitrogenados.
Fonte: Cenário MT – Veja na íntegra aqui