Açúcar recua 3,1% após atingir máxima de 16 meses em Nova York

Os futuros do açúcar encerraram a sexta-feira (11) em forte queda, devolvendo parte dos ganhos recentes após alcançarem máximas de 16 meses. Na ICE, o contrato de outubro caiu 3,1%, para 18,15 cents por libra-peso, depois de atingir 18,88 cents/lb na quinta-feira. Apesar da correção, acumulou leve alta de 0,4% na semana.

O movimento ocorre após uma valorização sustentada pelas preocupações com a oferta de açúcar na Índia, Tailândia e Europa e pela forte alta dos mercados de energia.

Petróleo mantém disputa entre açúcar e etanol no radar

Embora tenha recuado na sexta-feira, o petróleo permaneceu próximo de encerrar acima de US$ 100 por barril pela primeira vez em quase quatro meses. Energia valorizada melhora a competitividade do etanol e pode incentivar as usinas a direcionarem mais cana para o biocombustível, restringindo a produção de açúcar.

A oferta internacional também continua trazendo suporte. Na Tailândia, segundo maior exportador mundial, a produção da safra 2026/27 poderá cair 12,5%, para 10,5 milhões de toneladas.

No Brasil, as chuvas prejudicaram a colheita de cana durante a semana, enquanto as previsões meteorológicas para os próximos dias permanecem incertas.

Em Londres, o açúcar branco também acompanhou a correção, com o contrato mais negociado recuando 2,8%, para US$ 523,10 por tonelada.

Apesar da realização de lucros, o mercado segue atento a três vetores capazes de sustentar as cotações: petróleo elevado, menor oferta global e o impacto do clima sobre a safra brasileira, além dos possíveis reflexos sobre o mix das usinas entre açúcar e etanol.

Fonte: RPA News – Veja na íntegra aqui