Os preços do açúcar voltaram a subir e atingiram o maior nível em um mês na Bolsa de Nova Iorque — mas o verdadeiro motor desse movimento está fora do mercado do adoçante: a gasolina mais cara está puxando o etanol para cima e mudando o jogo global.
Com a valorização dos combustíveis, o etanol ganhou competitividade e levou as usinas a redirecionarem a cana. Resultado direto: menos açúcar no mercado e preços em alta. Esse efeito já aparece com força no Brasil, onde a fatia da cana destinada ao açúcar caiu de 44,7% para 32,9%, segundo a UNICA.
O cenário ganha ainda mais pressão com a revisão do déficit global feita pela Green Pool, que agora projeta falta de 4,3 milhões de toneladas na safra 2026/27 — quase o triplo da estimativa anterior.
No Brasil, maior produtor mundial, os números reforçam a virada de chave: queda na produção de açúcar e avanço do etanol, conforme projeções da CONAB. No pano de fundo, a tensão no Estreito de Ormuz segue limitando fluxos globais e adicionando volatilidade.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja a matéria na íntegra aqui