Unica defende E32 e rebate ação do MPF contra nova mistura

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) reforçou a defesa da adoção da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina (E32), afirmando que os estudos técnicos que embasaram a decisão do governo não identificaram impactos relevantes na frota brasileira. A manifestação ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) ajuizar ação para suspender a implementação da medida.

Segundo a entidade, os ensaios foram conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) e avaliaram 16 veículos leves e 13 motocicletas, fabricados entre 1994 e 2024, analisando desempenho, consumo, partida a frio, dirigibilidade, aceleração e funcionamento dos sistemas eletrônicos dos motores. De acordo com a Unica, os resultados confirmaram a compatibilidade da mistura E32 com os veículos testados.

A entidade também destaca que a metodologia foi construída de forma colegiada, com participação de representantes do governo federal, da indústria automotiva, do setor de combustíveis, da academia e de entidades do segmento produtivo. Além disso, afirma que a regulamentação do CNPE estabelece o teor nominal de 32% de etanol, sem permitir percentuais superiores aos considerados nos estudos, rebatendo a alegação do MPF de que a especificação poderia admitir até 34% de etanol.

Na avaliação da Unica, a ampliação da mistura fortalece a segurança energética, reduz a dependência da gasolina importada, amplia o uso de combustíveis renováveis e contribui para a descarbonização da matriz de transportes. A entidade sustenta que a política foi construída com base em evidências técnicas e segurança regulatória, defendendo que o E32 representa um avanço econômico, energético e ambiental para o país, ao mesmo tempo em que impulsiona a cadeia sucroenergética e reduz a exposição às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Fonte: Globo Rural – Veja na íntegra aqui