A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos deverá afetar principalmente as usinas do Norte e Nordeste, reduzindo a rentabilidade das exportações de açúcar e praticamente eliminando as vendas de etanol brasileiro para o mercado americano. Ainda assim, o impacto sobre o setor sucroenergético nacional tende a ser limitado.
No caso do etanol, cerca de 300 milhões de litros que tradicionalmente abasteciam o mercado norte-americano deverão ser redirecionados ao mercado interno ou a outros destinos. A expansão da demanda doméstica, impulsionada pelo E32 e pelo crescimento do consumo de combustíveis, deve absorver esse volume sem comprometer o abastecimento.
Já no açúcar, o efeito será mais concentrado nas usinas nordestinas, que utilizam a cota preferencial de aproximadamente 150 mil toneladas destinada pelos Estados Unidos ao Brasil. Embora a nova tarifa reduza significativamente as margens, o mercado americano continua oferecendo preços superiores aos do mercado internacional, o que mantém as exportações economicamente viáveis.
O setor também avalia a União Europeia como alternativa para parte desse volume. A ampliação da cota do acordo Mercosul-União Europeia poderá abrir novas oportunidades para o açúcar brasileiro, especialmente para as usinas do Norte e Nordeste.
Na avaliação do mercado, a medida tem impacto relevante para produtores dessas regiões, mas não altera de forma significativa o equilíbrio do mercado brasileiro de açúcar e etanol, que continuará sustentado pelo consumo interno e pela diversificação dos destinos de exportação.
Fonte: Nova Cana – Veja na íntegra aqui