
Açúcar sobre pressão: excesso de oferta
O mercado de açúcar entrou em forte pressão e atingiu o menor nível em cinco anos na bolsa de Nova York, acumulando a terceira semana consecutiva de perdas.

O mercado de açúcar entrou em forte pressão e atingiu o menor nível em cinco anos na bolsa de Nova York, acumulando a terceira semana consecutiva de perdas.

A produção total de etanol atingiu 37,5 bilhões de litros (+0,8%), com o etanol de milho crescendo quase 30% e já respondendo por mais de 27% do total. Em contrapartida, o etanol de cana recuou, evidenciando uma nova dinâmica na oferta.

O açúcar reagiu, mas não por fundamento próprio — e sim pelo efeito indireto do petróleo. Se a energia sustentar a alta, o etanol ganha espaço e pode reequilibrar o mercado do adoçante nas próximas semanas.

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A expectativa de uma safra robusta de cana no Centro-Sul do Brasil em 2026/27 deve ampliar o excedente global de açúcar e manter os preços pressionados. Segundo a Hedgepoint Global Markets, a produção pode atingir cerca de 635 milhões de toneladas de cana, resultando em mais de 40 milhões de toneladas de açúcar, em um cenário reforçado pela recuperação parcial da oferta em países como Índia, Tailândia e México.

O Brasil pode dar um passo decisivo na transição energética da aviação. A Petrobras selecionou a tecnologia Etanol-para-Jet (ETJ) da Honeywell para um projeto na refinaria de Paulínia (SP), que pode produzir até 10 mil barris/dia de SAF — o primeiro em larga escala na América Latina.

Qual será o próximo desafio do Brasil para expandir a competitividade global dos biocombustíveis.

A semana voltou a ser dominada pelo petróleo — e pela geopolítica

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O etanol voltou a mostrar competitividade frente à gasolina, mas de forma concentrada. Na semana encerrada em 11 de abril, o biocombustível foi mais vantajoso