Mesmo com leve queda na produção, a safra 2025/26 de cana no Brasil confirma a força do setor — e, mais importante, sinaliza uma mudança estrutural: o avanço acelerado do etanol, puxado pelo milho. A produção total deve fechar em 673,2 milhões de toneladas, apenas 0,5% abaixo do ciclo anterior, garantindo a terceira maior safra da história. Mas o destaque está além do campo.
Etanol de milho dispara e redefine o mercado e açúcar segue forte
A produção total de etanol atingiu 37,5 bilhões de litros (+0,8%), com o etanol de milho crescendo quase 30% e já respondendo por mais de 27% do total. Em contrapartida, o etanol de cana recuou, evidenciando uma nova dinâmica na oferta.
A produção de açúcar chegou a 44,2 milhões de toneladas, a segunda maior da história. Ainda assim, o avanço foi limitado pela menor disponibilidade de cana e pela pressão de oferta global, que restringe altas nos preços.
Clima pressiona produtividade, área compensa
A produtividade caiu 2,6%, impactada por estiagem e incêndios no Centro-Sul. O aumento da área colhida ajudou a equilibrar o resultado, com destaque para o avanço no Centro-Oeste.Apesar da prioridade ao açúcar nesta safra, o cenário aponta para um reposicionamento:
- Açúcar com alta limitada pela oferta global
- Etanol mais sustentado no curto prazo
- Milho ganhando protagonismo estrutural
O recado do mercado é claro: o crescimento do setor não virá apenas da cana — mas da integração entre rotas e da força do etanol como vetor estratégico.
Fonte: A Rede – Veja matéria na íntegra aqui