Os preços internacionais do petróleo voltaram a disparar nesta terça-feira (21), impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelo aumento dos riscos para o abastecimento global de energia. O mercado reagiu aos novos confrontos entre Estados Unidos, Irã e os houthis do Iêmen, que elevaram as preocupações com possíveis interrupções nas principais rotas marítimas de exportação de petróleo.
O Brent avançou 2%, encerrando o dia a US$ 91,01 por barril, enquanto o WTI também subiu 2%, para US$ 84,91, ambos registrando o maior fechamento em cerca de cinco semanas.
Segundo a consultoria Gelber & Associates, a alta reflete menos perdas imediatas de produção e mais o aumento da percepção de risco sobre a logística global, especialmente diante das ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, corredores estratégicos para o comércio internacional de petróleo.
O cenário ganhou força após ataques militares entre Estados Unidos e Irã, o bloqueio naval anunciado pelos houthis contra a Arábia Saudita e a mudança de rota de petroleiros que transportavam petróleo saudita para China e Índia. Embora os embarques sauditas continuem operando, o mercado passou a incorporar um prêmio de risco maior diante da possibilidade de novas interrupções na oferta.
Para o setor de biocombustíveis, a valorização do petróleo tende a reforçar a competitividade de combustíveis renováveis, como etanol e biodiesel, além de influenciar os preços dos óleos vegetais e ampliar a volatilidade nos mercados de energia nas próximas semanas.
Fonte: UOL – Veja na íntegra aqui