Fosfato natural reativo pode ampliar alternativas de adubação e reduzir custos

O fosfato natural reativo pode ser uma alternativa ou complemento aos fertilizantes fosfatados tradicionais, contribuindo para o manejo da fertilidade do solo e a eficiência da adubação. Entretanto, seu desempenho depende das condições de aplicação, das características do produto e das necessidades nutricionais de cada cultura.

Segundo Sérgio Ailton Saurin, CEO da Massari Fértil e da Morro Verde, a escolha da fonte de fósforo deve considerar não apenas a concentração do nutriente, mas também sua capacidade de disponibilização para as plantas.

Diferentemente dos fertilizantes de maior solubilidade, o fosfato natural reativo libera fósforo gradualmente, por meio de sua dissolução no solo. Esse processo é influenciado pelo pH, pela acidez, pela umidade e pela reatividade da rocha utilizada na fabricação.

Estudo da Embrapa Solos, publicado em 2025, avaliou dez fontes de fosfato e identificou diferenças de desempenho relacionadas à composição química e à disponibilidade do nutriente. Os resultados reforçam que a eficiência da adubação fosfatada não depende exclusivamente do teor de fósforo informado no produto, mas também da interação entre fertilizante, solo e cultura.

Em situações que exigem fornecimento imediato do nutriente, fontes mais solúveis podem apresentar vantagens. Já o fosfato natural reativo pode contribuir para estratégias de manejo de médio e longo prazo, considerando seu potencial efeito residual.

Para definir a fonte mais adequada, o produtor deve considerar a análise de solo, as exigências nutricionais da cultura, a reatividade do fertilizante, as condições de umidade e os custos de aplicação. A utilização do fosfato natural reativo pode ampliar as opções de manejo e oferecer oportunidades de otimização dos custos de adubação, desde que sua eficiência agronômica e sua viabilidade econômica sejam avaliadas para cada propriedade.

Em um cenário de preços elevados dos fertilizantes, a escolha técnica das fontes de fósforo ganha importância para equilibrar produtividade, investimento e manutenção da fertilidade do solo.

Fonte: Portal do Agronegócio – Veja na íntegra aqui