Os preços internacionais dos fertilizantes recuaram ao longo de 2026, mas continuam muito acima dos níveis registrados há dez anos. Levantamento com base em dados do Banco Mundial mostra que, mesmo descontando a inflação acumulada no período, os principais insumos seguem com forte valorização real, mantendo a pressão sobre os custos de produção no agronegócio.
A ureia lidera esse movimento. O fertilizante acumula alta real de 149,2% em relação a 2016, após passar de US$ 199,30 para US$ 693,50 por tonelada. Entre os fosfatados, o DAP registra valorização real de 57,5%, enquanto o TSP acumula alta de 73,2%. Já o cloreto de potássio (KCl) apresenta aumento mais moderado, de 17,5% acima da inflação.
Mesmo com a queda recente de 21,8% no índice global de fertilizantes, os preços seguem em patamares historicamente elevados. O indicador do Banco Mundial encerrou junho em 156,1 pontos, mais que o dobro da média registrada em 2016.
Para o produtor rural, o cenário continua desafiador. Fertilizantes representam uma das maiores parcelas do custo de produção de culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar, exigindo maior eficiência no manejo, planejamento das compras e gestão financeira para preservar a rentabilidade da próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio – Veja na íntegra aqui