Exportações de óleo de soja avançam com adiamento do B16

O adiamento da adoção do B16 levou as indústrias brasileiras a intensificarem as exportações de óleo de soja para escoar o excedente de produção, diante da menor demanda da indústria de biodiesel. Sem a ampliação da mistura obrigatória, o mercado externo voltou a ganhar protagonismo na estratégia das esmagadoras.

Dados do MDIC mostram que o Brasil exportou 148,4 mil toneladas de óleo de soja em junho, volume equivalente ao processamento de mais de 780 mil toneladas de soja em grão. No acumulado do primeiro semestre, os embarques atingiram 1,05 milhão de toneladas, o maior volume para o período desde 2023.

O movimento repete o observado entre 2021 e 2023, quando a redução temporária da mistura obrigatória de biodiesel também direcionou maiores volumes de óleo de soja ao mercado internacional. Naquele período, as exportações chegaram a uma média de 195 mil toneladas mensais, com picos superiores a 300 mil toneladas.

Enquanto o B16 permanece suspenso até a conclusão dos testes previstos pela Lei do Combustível do Futuro, as exportações seguem como principal alternativa para equilibrar a oferta doméstica de óleo de soja e reduzir os impactos sobre a cadeia de biodiesel.

Fonte: BiodieselBr – Veja na íntegra aqui