Enquanto diversos países concentram esforços na eletrificação do transporte pesado, o Brasil desponta com uma estratégia baseada na combinação entre biocombustíveis e veículos elétricos. Especialistas avaliam que essa integração pode acelerar a descarbonização, fortalecer a segurança energética e ampliar a competitividade da logística nacional.
O país já figura entre os maiores produtores mundiais de biodiesel e etanol, com uma matriz de transportes considerada uma das mais limpas do mundo. A Lei do Combustível do Futuro reforçou esse movimento ao permitir, mediante comprovação técnica, misturas de até 35% de etanol na gasolina e 25% de biodiesel no diesel.
Para pesquisadores da Embrapa Agroenergia, o uso crescente de biocombustíveis oferece uma solução imediata para reduzir emissões sem exigir mudanças na infraestrutura existente. Ao mesmo tempo, a eletrificação avança em aplicações urbanas e operações de curta distância, impulsionada pela expansão dos caminhões elétricos.
Empresas como a Binatural e a Volkswagen Caminhões e Ônibus defendem que a transição energética brasileira deve explorar diferentes tecnologias, incluindo B100, biometano, eletrificação e combustíveis renováveis, aproveitando as vantagens competitivas do país.
Na avaliação de especialistas da ABVE e da UFRJ, a descarbonização do transporte pesado não dependerá de uma única solução. A tendência é que biocombustíveis e eletrificação atuem de forma complementar, permitindo ao Brasil reduzir emissões sem comprometer eficiência logística, segurança energética e desenvolvimento industrial.
Fonte: Correio Brasiliense – Veja na íntegra aqui