
Maior oferta de açúcar no Centro-Sul e expectativa de superávit global pressionam cotações
Açúcar e etanol fecham a semana em baixa com avanço da safra com a expectativa de superávit global na temporada 2025/26.

Açúcar e etanol fecham a semana em baixa com avanço da safra com a expectativa de superávit global na temporada 2025/26.

O açúcar volta a ser guiado por uma equação mais apertada entre oferta global revisada para baixo, decisão de mix das usinas e correlação com o petróleo. Para os próximos movimentos, o mercado deve continuar reagindo.

A vulnerabilidade do Brasil no mercado de fertilizantes, apesar da liderança global nas exportações agropecuárias.

Os preços do etanol hidratado e do anidro recuaram com força na semana passada no mercado spot de São Paulo, refletindo um ambiente de maior pressão vendedora, demanda contida e avanço da oferta com o início das operações de novas unidades produtoras.

A semana trouxe um aparente alívio para o mercado global de energia, mas o pano de fundo segue frágil. A volatilidade não acabou, apenas mudou de vetor.

O Brasil movimenta cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, mas segue altamente dependente do mercado externo.

O mercado de açúcar entrou em forte pressão e atingiu o menor nível em cinco anos na bolsa de Nova York, acumulando a terceira semana consecutiva de perdas.

A produção total de etanol atingiu 37,5 bilhões de litros (+0,8%), com o etanol de milho crescendo quase 30% e já respondendo por mais de 27% do total. Em contrapartida, o etanol de cana recuou, evidenciando uma nova dinâmica na oferta.

O açúcar reagiu, mas não por fundamento próprio — e sim pelo efeito indireto do petróleo. Se a energia sustentar a alta, o etanol ganha espaço e pode reequilibrar o mercado do adoçante nas próximas semanas.

Em um cenário de insumos caros, quem ganha eficiência ganha margem — e a mecanização inteligente passa a ser um dos principais vetores de competitividade no agro brasileiro.