Em meio à escalada global do petróleo causada pela tensão no Oriente Médio, o governo federal anunciou um subsídio emergencial de R$ 0,44 por litro da gasolina para conter a pressão nos preços ao consumidor. A medida, assinada pelo presidente Lula e válida por dois meses, reacende o debate sobre competitividade e previsibilidade no mercado de combustíveis — especialmente para o setor de biocombustíveis.
O incentivo será pago diretamente a produtores e importadores por meio da ANP e faz parte de um pacote mais amplo de ações para frear os impactos da alta do barril, que voltou a superar os US$ 100 após os conflitos no Estreito de Ormuz afetarem o fluxo global de petróleo.
Enquanto a gasolina recebe agora sua primeira subvenção direta, o governo já havia adotado medidas semelhantes para diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação, além de benefícios tributários envolvendo PIS/Cofins e Cide.
Para o mercado de etanol e biodiesel, o movimento acende um sinal de atenção: subsídios aos combustíveis fósseis podem alterar a competitividade dos renováveis justamente em um momento estratégico para a transição energética e para os investimentos na agenda de descarbonização.
O cenário reforça a necessidade de acompanhar de perto os próximos passos do governo e do Congresso, especialmente diante do projeto que prevê o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em períodos de forte volatilidade internacional.
Fonte: G1. Veja a matéria na íntegra aqui.