Os preços internacionais do açúcar encerraram a quarta-feira (4) em direções opostas nas bolsas de Nova York e Londres, refletindo a influência do câmbio, da queda do petróleo e das expectativas de maior oferta global da commodity.
Em Nova York, o contrato de açúcar bruto para março de 2027 avançou 13 pontos, impulsionado pela desvalorização do dólar e pela cobertura de posições vendidas por investidores. Em Londres, o açúcar branco para dezembro de 2026 recuou 0,24%, pressionado principalmente pela queda do petróleo.
O petróleo WTI registrou desvalorização de aproximadamente 7%, atingindo o menor nível em quatro semanas. O movimento pode reduzir a competitividade do etanol e favorecer uma maior destinação de cana-de-açúcar à produção de açúcar, ampliando potencialmente a oferta internacional.
Apesar da recuperação parcial em Nova York, o mercado acumula três semanas de pressão sobre os preços. Um dos principais fatores é o avanço da produção indiana, que alcançou 845 mil toneladas até o fim de outubro, volume mais de oito vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Segundo a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA), a safra 2026/27 começou com aproximadamente 107 usinas em operação. O país também dispõe de estoques remanescentes de 3,6 milhões de toneladas, oferecendo maior segurança ao abastecimento doméstico.
A combinação de petróleo mais barato e expectativas de maior disponibilidade de açúcar na Índia continua influenciando o mercado, enquanto as oscilações do dólar provocam movimentos pontuais de recuperação.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui