O mercado internacional do açúcar iniciou esta quinta-feira (2) sem direção única. Após a forte valorização da sessão anterior, os contratos em Nova Iorque registraram leve realização de lucros, enquanto o açúcar branco em Londres continuou em alta, sustentado pelas preocupações com a oferta global.
O principal fator de suporte permanece sendo o clima na Índia. As chuvas das monções seguem cerca de 38% abaixo da média histórica, aumentando o risco de queda na produção de cana no segundo maior produtor mundial. A Tailândia também permanece no radar dos investidores diante das incertezas climáticas.
Além do clima, o mercado acompanha a estratégia indiana de ampliar a produção de etanol, reduzindo o volume de cana destinado ao açúcar e limitando a oferta para exportação.
No Brasil, os fundamentos também seguem favoráveis às cotações. Dados da Unica mostram que a produção de açúcar do Centro-Sul está 2% abaixo da safra anterior e que as usinas continuam priorizando o etanol. Atualmente, 58,38% da cana é destinada ao biocombustível, enquanto 41,42% segue para a fabricação de açúcar.
A combinação entre menor oferta no Brasil, incertezas climáticas na Ásia e maior direcionamento da cana para etanol mantém o mercado atento e tende a sustentar os preços internacionais nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio – Veja matéria na íntegra aqui