Os preços internacionais do açúcar recuaram nesta terça-feira (7), interrompendo a sequência de fortes altas registrada nas últimas semanas. O movimento foi provocado principalmente pela realização de lucros, após as cotações alcançarem os maiores níveis dos últimos meses. Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato outubro do açúcar bruto caiu 8 pontos, encerrando o dia a 15,14 cents por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para agosto recuou 125 pontos, fechando a US$ 475,90 por tonelada.
Apesar da correção, os fundamentos do mercado permanecem favoráveis. As preocupações com o déficit de chuvas durante a temporada de monções na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, continuam alimentando expectativas de uma oferta global mais restrita, limitando quedas mais acentuadas nas cotações.
Exportações brasileiras recuam
O mercado também acompanha os dados do comércio exterior brasileiro. Segundo a Secex/MDIC, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços em junho, volume 7,16% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita das exportações caiu 24,26%, para US$ 1,09 bilhão, enquanto o preço médio recuou 18,42%, atingindo US$ 349,59 por tonelada. No acumulado do primeiro semestre, os embarques totalizaram 12,29 milhões de toneladas, queda de 4,39% na comparação anual, com retração de quase 25% na receita.
Mercado físico reage às chuvas
No mercado doméstico, o açúcar cristal apresentou recuperação pontual em São Paulo. Segundo o Cepea/Esalq, as chuvas interromperam parte da colheita e da logística, reduzindo a oferta imediata e dando suporte aos preços. Mesmo assim, o centro de pesquisas avalia que o mercado físico ainda segue cauteloso. Na sexta-feira (3), o Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em R$ 93,59 por saca de 50 kg, alta de 1,4% sobre a semana anterior, mas ainda sem indicar uma tendência consistente de valorização.
Fonte: Notícias Agrícolas – Veja na íntegra aqui