Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana sob pressão, em um ambiente marcado pelo avanço da safra no Centro-Sul do Brasil e pela expectativa de maior oferta global. De acordo com análise da StoneX, o açúcar manteve viés claramente baixista nos últimos dias, enquanto o etanol hidratado ampliou as perdas diante do aumento da disponibilidade do biocombustível.
No mercado internacional de açúcar, a semana foi de volatilidade, mas com predominância de recuos. As altas pontuais registradas ao longo do período foram interpretadas como movimentos técnicos, sem ուժo suficiente para alterar a tendência principal. O pano de fundo segue sendo a expectativa de superávit global na temporada 2025/26, sustentada por perspectivas de produção robusta na Ásia e por projeções favoráveis para a moagem no Centro-Sul na safra 2026/27.
O cenário macroeconômico chegou a oferecer algum suporte limitado às cotações, com melhora momentânea do apetite ao risco e relativa estabilidade do real frente ao dólar. Ainda assim, esses fatores não foram suficientes para reverter a pressão estrutural do mercado. Na sexta-feira, a queda mais acentuada do petróleo, após a liberação do Estreito de Ormuz e a redução das tensões geopolíticas, reforçou o movimento negativo no setor energético e contaminou também o açúcar.
Com isso, o contrato do açúcar atingiu a mínima dos últimos cinco anos e encerrou a semana cotado a US¢ 13,48 por libra-peso, acumulando desvalorização semanal de 2,95%.
Etanol
No mercado doméstico de etanol, o hidratado também seguiu em trajetória de baixa. Na sexta-feira, 17, o produto era negociado a R$ 3,10 por litro em Ribeirão Preto (SP), com recuo de R$ 0,20 por litro em relação à semana anterior. O movimento acompanha o avanço da colheita no Centro-Sul, em um momento em que a safra tende a começar com mix mais direcionado ao etanol, ampliando a oferta do biocombustível nos primeiros meses do ciclo.
Na prática, o mercado entra em uma fase em que o aumento da oferta pesa mais do que fatores pontuais de sustentação, tanto no açúcar quanto no etanol. Para os agentes do setor, o foco agora permanece na intensidade da moagem, na definição do mix das usinas e no comportamento do petróleo, que segue influenciando diretamente o humor dos mercados de energia e biocombustíveis.
Fonte: Agrolink – Veja matéria na íntegra aqui