
A indústria de biodiesel intensificou a pressão sobre o governo federal para acelerar o aumento da mistura obrigatória ao diesel, atualmente em 15% (B15), por meio da adoção de um teste simplificado. Liderado pela AliançaBiodiesel, o setor defende que a validação inicial seja feita apenas em laboratório, sem a exigência imediata de testes em campo, o que reduziria prazos e permitiria respostas mais rápidas em cenários de crise.
A principal justificativa é a segurança energética. O Brasil ainda depende de importações para suprir entre 25% e 30% da demanda por diesel, tornando-se vulnerável a oscilações externas. Nesse contexto, ampliar a mistura de biodiesel é visto como uma alternativa estratégica, ainda mais diante de tensões geopolíticas que podem afetar o abastecimento global.
Além disso, o biodiesel apresenta maior competitividade de preços em relação ao diesel importado, o que poderia reduzir custos, estimular a produção nacional e diminuir a exposição cambial. Na base de Araucária (PR), o biocombustível foi comercializado por R$ 4.992 o metro cúbico, enquanto o diesel importado atingiu R$ 6.287 por metro cúbico, segundo levantamento da Argus. O avanço da mistura também tende a gerar empregos e fortalecer toda a cadeia produtiva, desde o campo até a indústria.
Por outro lado, o governo, por meio do Ministério de Minas e Energia, mantém postura cautelosa, defendendo a necessidade de validação técnica completa para garantir segurança e desempenho dos motores.
Fonte: CPG – Matéria na íntegra aqui