Frentes frias elevam risco de paralisações no setor sucroenergético

A formação de sucessivas frentes frias deve manter o volume de chuvas acima da média em importantes regiões agrícolas do Brasil até meados de julho. Segundo a Nottus Meteorologia, áreas de Santa Catarina, São Paulo, sul de Minas Gerais e sul de Mato Grosso estão entre as mais suscetíveis aos acumulados elevados nos próximos dias.

O alerta é especialmente relevante para o setor sucroenergético. De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, a frequência das precipitações pode provocar interrupções temporárias nas operações de colheita e moagem de cana-de-açúcar ao longo de junho e julho.

Entre os dias 17 e 30 de junho, novas instabilidades devem manter o padrão de chuva frequente no Sul do país, com possibilidade de avanço para áreas produtoras do Sudeste. Já no início de julho, os modelos climáticos continuam indicando a atuação de sistemas frontais sobre o Centro-Sul, com acumulados acima da média em diversas regiões.

O que o mercado deve monitorar?

Possíveis paralisações na colheita de cana.
Impactos sobre o ritmo de moagem das usinas.
Condições para culturas de inverno no Sul.
Logística e operações agrícolas em áreas com excesso de chuva.
Evolução das frentes frias ao longo de junho e julho.

Para o setor de biocombustíveis, o cenário merece atenção porque atrasos na colheita e no processamento da cana podem influenciar o ritmo de produção de açúcar e etanol justamente no período de maior avanço da safra 2026/27.

Fonte: Site Agro e Prosa – Veja na íntegra aqui