
O mercado mundial de açúcar deve registrar déficit na safra 2025/26, com estimativa de cerca de 800 mil toneladas, segundo a Datagro. Para 2026/27, o desequilíbrio tende a se ampliar para aproximadamente 2,68 milhões de toneladas, refletindo revisões negativas de produção em importantes regiões como Índia, Tailândia e União Europeia.
Apesar desse cenário mais apertado, os preços internacionais seguem pressionados, com o açúcar bruto em Nova York próximo dos menores níveis desde a pandemia (14 centavos de dólar por libra-peso). Para 2026/27, há incertezas adicionais relacionadas à possível influência do El Niño sobre as chuvas de monção.
O Brasil mantém papel central no mercado global, com moagem de 610,5 milhões de toneladas de cana, com produção de 40,77 milhões de toneladas de açúcar — praticamente estável em relação ao ciclo anterior – no Centro-Sul. Para 2026/27, a moagem pode crescer para 635 milhões de toneladas. Já nas regiões Norte e Nordeste, a produção deve recuar para cerca de 3 milhões de toneladas.
Além disso, a consultoria projeta recuperação no consumo de etanol hidratado no Brasil em 2026, passando de 21,2 bilhões para 24,2 bilhões de litros.
Fonte: CNN – Matéria na íntegra aqui