CEO da Be8 alerta para importância de biocombustíveis frente à crise global

Foto: Solen Feyissa/Unsplash

A dependência brasileira da importação de óleo diesel e a instabilidade no Oriente Médio tornam os biocombustíveis peças fundamentais para evitar o desabastecimento nacional, afirma Erasmo Battistella, CEO da Be8, diz nota da “Times Brasil”.

O executivo ressaltou que a produção interna de etanol e biodiesel é o que sustenta o mercado atualmente: “Se nós não tivéssemos o etanol e o biodiesel hoje, estaria faltando combustível nos postos. Em especial no diesel, nós temos um desafio ainda maior, porque nós importamos 25% de todo o diesel que nós consumimos”.

Battistella alertou para a necessidade de o governo federal agir rapidamente diante do agravamento dos conflitos internacionais: “O setor acha que o governo precisa urgentemente constituir um comitê de crise. Nós temos uma oportunidade enorme agora de aumentar a mistura do etanol e aumentar a mistura do biodiesel em torno de 2% ou 3% para diminuir a pressão da importação”.

Sobre a viabilidade técnica de ampliar o uso de fontes renováveis, o CEO da Be8 garantiu que a indústria possui capacidade ociosa para atender à demanda: “O setor defende que a gente aumente para B17, que é 17% de obrigatório. Já fizemos toda a parte técnica demonstrando que esse percentual não causaria problema algum aos motores e ajudaria muito no suprimento, principalmente para o agronegócio”.

O empresário reforçou que o Brasil possui uma vantagem estratégica global devido à sua pujança agrícola: “Brasil vai colher este ano a maior safra de soja da história, que é a principal matéria-prima para o biodiesel. O que nós temos falado para a sociedade é que, neste momento, percebemos o quanto os biocombustíveis são estratégicos para a soberania do país”.

Por fim, Erasmo cobrou agilidade do Poder Executivo na aplicação das legislações já aprovadas pelo Parlamento: “Nós precisamos de mais celeridade na implementação das políticas públicas. O ‘Combustível do Futuro’ foi aprovado por unanimidade no Congresso e está pronto; agora o que precisa é o Executivo dar celeridade para implementar e diminuir o impacto na inflação”.

Fonte: Times Brasil