Açúcar perde ritmo no spot, mas petróleo segura preços

O mercado físico de açúcar fechou abril com negociações lentas e compradores retraídos, mas os preços do cristal resistiram a quedas mais fortes — movimento sustentado pelo avanço do petróleo no cenário internacional. Segundo o Cepea, a liquidez caiu na última semana do mês porque compradores passaram a esperar recuos maiores nas cotações. Mesmo assim, os vendedores mantiveram resistência no mercado spot.

Apesar da firmeza no curto prazo, abril acumulou desvalorização relevante no mercado interno. Outro sinal importante observado pelo Cepea foi a predominância de açúcares mais escuros nas negociações. Isso indica que a safra 2026/27 ainda opera abaixo do ritmo pleno, limitando a oferta de cristal de melhor qualidade no curto prazo.

No exterior, os contratos do açúcar avançaram na ICE de Nova York, impulsionados pela alta do petróleo. O movimento reforça uma lógica já conhecida do setor:

petróleo mais caro → etanol mais competitivo
usinas direcionam mais cana para biocombustível
menor oferta de açúcar no mercado

O mercado segue dividido entre:

pressão baixista por oferta global
suporte vindo do petróleo e do etanol

A liquidez enfraqueceu, mas o açúcar continua encontrando sustentação na energia. Se o petróleo seguir firme, o etanol pode voltar a limitar a oferta do adoçante e dar suporte adicional aos preços nas próximas semanas.

Fonte: Itatiaia – Veja a matéria na íntegra aqui