Catar paralisa liquefação de gás natural e compromete ainda mais oferta de fertilizantes nitrogenados

Porto de Paranaguá recebeu 4,87 milhões de toneladas de fertilizantes no primeiro
semestre de 2025 — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Catar informou que interrompeu sua liquefação de gás natural e que levará, de acordo com informações da “Reuters”, distribuídas pelo “Notícias Agrícolas”, pelo menos um mês para retomar suas atividades. E assim, mais uma notícia preocupante se empilha para o mercado internacional de fertilizantes.

A possibilidade já havia sido alertada ao “Notícias Agrícolas” pelo sócio-diretor da Markestrat, José Carlos de Lima, em entrevista à edição desta quarta-feira (4) do Bom Dia Agronegócio, alertando para não só o tempo das operações, mas para a extensão dos prejuízos, uma vez que há uma série de países que estão envolvidos no processo.

“Uma vez que temos o Catar parando a liquefação, inevitavelmente o mercado terá que rodar com o estoque de GNL que tem, portanto, este estoques será muito disputado. E o GNL é um insumo importante para os (fertilizantes) nitrogenados, portanto, o nitrogenado que já foi produzido e está em estoque será precificado muito mais para cima porque também vai ser muito disputado”, afirma Lima.

Mais do que isso, o especialista acredita ainda que quem já tiver este produto será assediado a vendê-lo por preços mais elevados. “É uma uma situação muito parecida com o que aconteceu com o glifosato em 2019”, lembra.

Fonte: Notícias Agrícolas