Brasil exporta biodiesel para Europa e reduz emissões

Foto: ANP/Divulgação

O Brasil consolida sua posição como protagonista na produção e exportação de biocombustíveis, apresentando alternativas sustentáveis para a redução de gases do efeito estufa, diz nota da “Band”. Um dos destaques desse cenário é o óleo técnico de milho, um subproduto das indústrias de etanol e ração animal que possui alto potencial para ser transformado em combustível limpo.

Na usina de Candeias, situada na Região Metropolitana de Salvador, a fabricação de biodiesel atingiu escala industrial. O processo segue rigorosos controles químicos e padrões internacionais de qualidade, garantindo que o produto final esteja alinhado às exigências de sustentabilidade globais.

Vantagens competitivas e impacto ambiental

Diferente da mobilidade elétrica, que demanda a renovação da frota de veículos e a criação de uma infraestrutura de recarga, o biodiesel possui a vantagem de ser compatível com os caminhões e ônibus a diesel que já circulam pelo país. Além da praticidade logística, o uso desse combustível pode reduzir em mais de 80% a emissão de gases do efeito estufa na atmosfera.

Segundo Lucélia Costa, gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da usina, o biodiesel é peça-chave na transição energética justa. Ela ressalta que o combustível é significativamente mais limpo e reduz a emissão de fumaça e poluentes, cumprindo as metas estratégicas de descarbonização.

Exportação e desenvolvimento regional

O alcance da produção baiana atravessa oceanos. Somente no último ano, aproximadamente 13 mil metros cúbicos de biodiesel foram exportados de Candeias para o mercado europeu. Países da Europa têm ampliado a compra desses biocombustíveis como estratégia para diminuir a dependência energética e cumprir metas climáticas rigorosas.

Para Nuno Teles, professor de Economia Internacional da UFBA, o Brasil deve aproveitar essa inserção na rota global da transição energética para fomentar o desenvolvimento econômico e social local. A exportação para mercados exigentes, como o alemão, sinaliza que a indústria nacional está apta a competir globalmente enquanto promove benefícios ambientais diretos.

Fonte: Band