Volatilidade acelera debate sobre segurança dos fertilizantes

Os fertilizantes deixaram de ser apenas um insumo agrícola para se tornarem um ativo estratégico na segurança alimentar e na competitividade global. A sequência de crises internacionais — pandemia, guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio — expôs a vulnerabilidade das cadeias globais de abastecimento e ampliou a volatilidade dos preços.

Dados do Banco Mundial mostram que, após altas de 104% em 2021 e 55% em 2022, os preços recuaram em 2023 e 2024, mas voltaram a subir em 2025 e podem avançar mais de 30% em 2026. O cenário aumenta a incerteza sobre os custos de produção agrícola e reforça a necessidade de políticas voltadas à segurança de suprimentos.

Enquanto o Brasil busca reduzir sua dependência externa por meio do Plano Nacional de Fertilizantes 2050, a União Europeia ampliou sua estratégia ao integrar fertilizantes às agendas de descarbonização, segurança energética, economia circular e política industrial. A proposta europeia inclui incentivos à produção de amônia verde, reciclagem de nutrientes e sistemas de inteligência de mercado.

Para especialistas, o Brasil reúne vantagens importantes, como a liderança em Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) e o potencial de ampliar a produção nacional, mas precisará acelerar investimentos, fortalecer a governança do setor e modernizar sua estratégia para reduzir a dependência das importações e aumentar a competitividade do agronegócio diante de um mercado global cada vez mais instável.

Fonte: Terra – Veja na íntegra aqui