
Safra acelera, etanol ganha espaço e mercado já olha para impacto do El Niño
O segundo semestre pode trazer maior volatilidade e novas oportunidades para o setor sucroenergético.

O segundo semestre pode trazer maior volatilidade e novas oportunidades para o setor sucroenergético.

Pernambuco e o Brasil estão no centro das novas rotas da bioenergia. O movimento amplia mercados para o setor sucroenergético e reforça o papel do etanol na transição energética internacional.

Com a safra avançando em ritmo acelerado e ampliando a oferta global, o mercado voltou a enxergar pressão baixista para o açúcar.

Pacote de incentivos ao etanol blindou a competitividade dos biocombustíveis frente à gasolina. O movimento fortalece o setor sucroenergético em meio à disputa global por energia renovável e transição energética.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu consulta e audiência pública para revisar a Resolução nº 946/2023, que define as regras para comercialização de etanol anidro combustível e a constituição de estoques estratégicos durante o período de menor produção da cana-de-açúcar.

Segundo Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, o etanol de milho vive um momento de forte expansão no país, sustentado por vantagens econômicas e estruturais. “O custo de produção do etanol de milho é entre 20% e 30% menor que o do etanol de cana, o que estimulou o surgimento de muitas novas usinas no Centro-Oeste”, afirma.

O CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, em entrevista nesta terça-feira (26/5) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, afirmou que o pacote de subsídios adotado pelo governo federal para tentar conter a disparada dos combustíveis tem produzido um efeito reduzido sobre os preços finais ao consumidor

O governo federal deve confirmar, na primeira quinzena de junho, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. Segundo o ministro Márcio Rosa, a aprovação no CNPE deve ocorrer sem resistência e é tratada como uma “formalidade”.

O avanço da safra derrubou os preços do etanol e devolveu competitividade ao biocombustível frente à gasolina. O movimento reforça o peso crescente da oferta brasileira sobre o mercado interno de combustíveis.

Enquanto o mercado interno enfrenta pressão por subsídios à gasolina, o exterior pode abrir uma oportunidade bilionária para o etanol brasileiro.