Safra acelera, etanol ganha espaço e mercado já olha para impacto do El Niño

A safra 2026/27 começou em ritmo histórico no Centro-Sul e reforçou a preferência das usinas pelo etanol em meio à melhora da competitividade do biocombustível no mercado interno. Segundo análise do JPMorgan, a moagem na segunda quinzena de abril atingiu 40,06 milhões de toneladas. O volume representa alta de 123,1% frente ao mesmo período do ano passado. O centro-Sul registra início acelerado e no acumulado da safra a moagem chegou a 60,46 milhões de toneladas, avanço de 74,6% na comparação anual.

O desempenho foi sustentado pelo aumento do número de unidades em operação: 238 usinas ativas. O mix de produção mostrou mudança importante com mais cana direcionada para etanol. O movimento reflete margens mais favoráveis para o biocombustível. O cenário fortaleceu o consumo: a participação dos renováveis subiu para 24,6%, em São Paulo, o etanol hidratado atingiu 44% do mercado, maior nível desde fevereiro de 2025.

O Morgan Stanley alerta que a maior probabilidade de um forte El Niño pode afetar Índia e Tailândia, reduzir oferta global de açúcar, sustentar preços internacionais no segundo semestre. Segundo o banco o início forte da safra brasileira pode apenas adiar, e não impedir, uma recuperação das cotações globais. O mercado vê potencial para setor no segundo semestre. A combinação entre etanol mais competitivo, petróleo volátil, risco climático global e avanço do mix alcooleiro
mantém o setor sucroenergético no radar dos investidores.

Fonte: Space Money – Veja na íntegra aqui