
Paraguai regula etanol e exige 50% de origem na cana
Decreto fortalece produção nacional, cria regras de mistura e amplia previsibilidade para o setor sucroenergético

Decreto fortalece produção nacional, cria regras de mistura e amplia previsibilidade para o setor sucroenergético

Governo eleva mistura de biodiesel no diesel e etanol na gasolina, enquanto testes técnicos do Ministério de Minas e Energia avançam em meio à pressão do setor e à volatilidade do petróleo

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) representa um avanço estratégico para o Brasil, com impactos diretos na demanda por biocombustíveis, na segurança energética e no compromisso com a descarbonização

A União Europeia está avaliando ampliar o teor de etanol na gasolina para 20% (E20), em uma medida que pode marcar um novo capítulo na transição energética do bloco. Atualmente operando com o padrão E10, a proposta surge como resposta a pressões ambientais, econômicas e geopolíticas

Os preços do etanol hidratado apresentaram queda em 12 Estados e no Distrito Federal na semana encerrada em 18 de abril, enquanto subiram em nove unidades e ficaram estáveis em outras quatro, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Os preços do etanol hidratado e do anidro recuaram com força na semana passada no mercado spot de São Paulo, refletindo um ambiente de maior pressão vendedora, demanda contida e avanço da oferta com o início das operações de novas unidades produtoras.

A semana trouxe um aparente alívio para o mercado global de energia, mas o pano de fundo segue frágil. A volatilidade não acabou, apenas mudou de vetor.

O Brasil movimenta cerca de 45 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, mas segue altamente dependente do mercado externo.

O mercado de açúcar entrou em forte pressão e atingiu o menor nível em cinco anos na bolsa de Nova York, acumulando a terceira semana consecutiva de perdas.

A produção total de etanol atingiu 37,5 bilhões de litros (+0,8%), com o etanol de milho crescendo quase 30% e já respondendo por mais de 27% do total. Em contrapartida, o etanol de cana recuou, evidenciando uma nova dinâmica na oferta.