
Safra acelera, etanol ganha espaço e mercado já olha para impacto do El Niño
O segundo semestre pode trazer maior volatilidade e novas oportunidades para o setor sucroenergético.

O segundo semestre pode trazer maior volatilidade e novas oportunidades para o setor sucroenergético.

O mercado de biodiesel voltou a acelerar. O crescimento do consumo de diesel já começa a gerar sinais de déficit operacional dentro do B15 e aumenta a pressão por novos avanços regulatórios no setor.

A entrada de novos grupos internacionais mostra que o Brasil começa a consolidar posição relevante na cadeia global do SAF.

Pernambuco e o Brasil estão no centro das novas rotas da bioenergia. O movimento amplia mercados para o setor sucroenergético e reforça o papel do etanol na transição energética internacional.

Pacote de incentivos ao etanol blindou a competitividade dos biocombustíveis frente à gasolina. O movimento fortalece o setor sucroenergético em meio à disputa global por energia renovável e transição energética.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu consulta e audiência pública para revisar a Resolução nº 946/2023, que define as regras para comercialização de etanol anidro combustível e a constituição de estoques estratégicos durante o período de menor produção da cana-de-açúcar.

Segundo Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil, o etanol de milho vive um momento de forte expansão no país, sustentado por vantagens econômicas e estruturais. “O custo de produção do etanol de milho é entre 20% e 30% menor que o do etanol de cana, o que estimulou o surgimento de muitas novas usinas no Centro-Oeste”, afirma.

O CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono, em entrevista nesta terça-feira (26/5) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, afirmou que o pacote de subsídios adotado pelo governo federal para tentar conter a disparada dos combustíveis tem produzido um efeito reduzido sobre os preços finais ao consumidor

O mercado paulista de spot de açúcar cristal manteve ritmo lento na última semana, com compradores retraídos e aguardando novas quedas nos preços, segundo levantamento do Cepea. Apesar da expectativa de ampla oferta ao longo da safra, analistas apontam fatores que podem limitar a disponibilidade do açúcar no curto prazo.

Em meio à escalada global do petróleo causada pela tensão no Oriente Médio, o governo federal anunciou um subsídio emergencial de R$ 0,44 por litro da gasolina para conter a pressão nos preços ao consumidor. A medida, assinada pelo presidente Lula e válida por dois meses, reacende o debate sobre competitividade e previsibilidade no mercado de combustíveis — especialmente para o setor de biocombustíveis.