Superávit global derruba açúcar, mas etanol e Índia limitam pressão

O mercado internacional de açúcar voltou a sentir pressão na última segunda-feira após a OIA elevar sua estimativa de superávit global e projetar uma safra recorde para 2025/26. A leitura de maior oferta mundial levou os contratos futuros às mínimas de uma semana nas bolsas internacionais.

Açúcar recua em NY e Londres
Nova York (julho/26): 14,73 cents/lbp (-7 pontos)
Londres (agosto/26): US$ 436,50/t (-200 pontos)

O movimento ocorreu após a OIA elevar o excedente global estimado:

de 1,22 milhão para 2,2 milhões de toneladas. A entidade projeta 182 milhões de toneladas de açúcar em 2025/26. O volume representa alta de 3,5% frente ao ciclo anterior; recuperação importante após o déficit de 2024/25. O avanço da safra brasileira também reforçou a percepção de oferta mais confortável no curto prazo.

O mercado já olha risco climático para 2026/27. Apesar da pressão baixista, o mercado encontrou suporte nas projeções para a próxima temporada. A OIA estima queda da produção global para 180 milhões de toneladas e déficit de cerca de 262 mil toneladas em 2026/27. O principal fator de risco é o possível fortalecimento do El Niño sobre Índia e Tailândia.

Etanol continua no radar global

O petróleo elevado e os programas de mistura de biocombustíveis seguem limitando perdas mais fortes no açúcar. A OIA projeta produção global de etanol saltando para 129,4 bilhões de litros em 2026. Mais etanol significa potencialmente:

menos cana destinada ao açúcar;
menor oferta global do adoçante.
Índia segue sustentando mercado

Fonte: Notícias Agrícolas – Veja matéria na íntegra aqui