A safra 2026/27 de cana no Centro-Sul deve manter volume elevado, mas o setor entra no novo ciclo cercado por desafios climáticos, custos altos e forte influência do mercado global de energia. Projeção da Canaplan indica moagem entre: 631,4 milhões e 639,1 milhões de toneladas de cana. A estimativa foi apresentada durante a abertura da safra promovida pela Canaoeste, em Sertãozinho (SP). Açúcar deve seguir forte, mas etanol ganha peso. A consultoria projeta:
produtividade média próxima de 77 t/ha;
produção de açúcar ao redor de 40 milhões de toneladas.
Mesmo assim, o mercado observa uma tendência de: maior dependência do mix alcooleiro. O motivo é a influência crescente do petróleo sobre:
etanol;
açúcar;
decisões das usinas.
Clima preocupa setor
Segundo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, fatores climáticos seguem no radar:
florescimento;
isoporização;
atraso no desenvolvimento dos canaviais. Esses problemas podem afetar:
produtividade;
ATR;
qualidade da matéria-prima.
Geopolítica aumenta pressão
Além do clima, a Canaplan aponta preocupação com:
fertilizantes mais caros;
juros elevados;
logística internacional;
tensões no Oriente Médio;
volatilidade do petróleo.
O cenário aumenta a pressão sobre os custos do produtor e da indústria. Produtor entra em safra mais cauteloso. Para a Canaoeste, o ambiente atual exige: mais gestão, decisões rápidas, eficiência operacional. Segundo a entidade, o setor enfrenta:
margens mais apertadas;
preços pressionados;
custos elevados.
Fonte: Broadcast -Veja matéria na íntegra aqui