O Brasil poderá ganhar uma nova fonte de produção nacional de fertilizantes potássicos. A South Atlantic Potash (SAP), com apoio da Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE), estuda a exploração de depósitos minerais localizados a aproximadamente 2,5 quilômetros de profundidade na Bacia de Sergipe-Alagoas, no litoral sergipano.
O projeto busca ampliar a oferta doméstica de cloreto de potássio (KCl), matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes, reduzindo a elevada dependência brasileira de fornecedores internacionais. Segundo a empresa, cerca de 189 mil hectares estão autorizados para pesquisa mineral, com nove áreas prioritárias identificadas para investigação. Em um dos poços analisados, os estudos encontraram uma camada de 27,5 metros de silvinita, rocha que contém potássio.
A estimativa inicial da SAP considera uma capacidade produtiva de 2 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano, volume que poderia atender aproximadamente 14% da demanda brasileira. De acordo com as projeções da companhia, a substituição de parte das importações representaria uma economia anual entre US$ 600 milhões e US$ 800 milhões, além de contribuir para a segurança do abastecimento de fertilizantes no país.
A proposta prevê a utilização da técnica de lavra por dissolução, com injeção de água em poços profundos para dissolver os sais minerais. A salmoura resultante seria transportada para uma unidade industrial em terra, onde passaria por processos de evaporação e cristalização para obtenção do fertilizante.
Projeto ainda depende de estudos e licenciamento
Apesar do potencial econômico, a iniciativa permanece em fase de avaliação técnica conceitual. A exploração comercial dependerá de novas sondagens para confirmar a extensão e a viabilidade dos depósitos, além de estudos de engenharia, licenciamento ambiental e definição dos investimentos necessários.
Caso seja viabilizado, o projeto poderá representar um avanço estratégico para a indústria brasileira de fertilizantes, ampliando a produção nacional de potássio e reduzindo a exposição do agronegócio às oscilações de preços, custos logísticos e riscos geopolíticos associados às importações.
Fonte: RO Acontece – Veja na íntegra aqui