A proposta de elevar a mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 32% (E32), em análise pelo Conselho Nacional de Política Energética, é vista pelo setor como um movimento estratégico para ampliar a demanda por biocombustíveis e reduzir a dependência de gasolina importada.
A medida deve gerar um aumento imediato no consumo de etanol, estimado em cerca de 850 milhões de litros por ano, ajudando a absorver o crescimento da produção nacional, que pode adicionar mais de 4 bilhões de litros na nova safra, impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho.
Além de equilibrar oferta e demanda, o E32 tende a melhorar a competitividade do etanol frente à gasolina, flexibilizando a tradicional paridade dos 70% e influenciando o consumo de veículos flex fuel.
A iniciativa também reforça a agenda de descarbonização e o programa Combustível do Futuro, consolidando o papel do Brasil como protagonista global em bioenergia e criando condições para novos investimentos em soluções como SAF e combustíveis marítimos sustentáveis.
Fonte: Cenário Energia – Veja matéria na íntegra aqui