
O avanço do etanol de milho no Brasil é uma mudança estrutural que veio para ficar, mas, na avaliação do Rabobank, o modelo carrega uma fragilidade relevante: a dependência de biomassa externa para viabilizar a geração de energia no processo industrial, diz nota do “Money Times”.
“Eu vejo a biomassa como um potencial ‘calcanhar de Aquiles’ das usinas full de etanol de milho. A grande vantagem do modelo flex é justamente contar com a biomassa da cana, além de se beneficiar de uma destilaria já instalada”, afirma Andy Duff, analista do Rabobank.
As plantas dedicadas exclusivamente ao etanol de milho precisam comprar biomassa — como cavacos de madeira (wood chips) — e essa matéria orgânica responde por cerca de 7% do custo total de operação. Embora não seja o principal componente da estrutura de despesas, trata-se de um item sensível, especialmente em ciclos de maior pressão sobre margens.
Fonte: Money Times