Alta dos fertilizantes acelera adoção de biológicos no campo

Com fertilizantes ainda em patamares elevados e o Brasil dependente de importações, produtores intensificam a busca por tecnologias que aumentem a eficiência do uso de nutrientes no campo. O objetivo é reduzir custos, minimizar riscos de abastecimento e preservar a produtividade diante da volatilidade do mercado internacional.

A adoção de biológicos, inoculantes, manejo fisiológico e tecnologias para estimular o desenvolvimento radicular ganha força como estratégia para extrair maior desempenho dos fertilizantes aplicados. Hoje, cerca de 88% dos fertilizantes consumidos no país são importados, tornando o agronegócio vulnerável a conflitos geopolíticos, restrições comerciais e gargalos logísticos.

Segundo a Agrocete, o conceito de manejo integrado combina ferramentas biológicas, nutricionais e de tecnologia de aplicação para melhorar o aproveitamento dos insumos ao longo de todo o ciclo da cultura. Em estudos conduzidos na safra 2024/25, a empresa registrou ganhos de produtividade de até 13,2%, com incrementos de 5,4 sacas por hectare na soja, 18,9 sacas no milho e 14 toneladas por hectare na cana-de-açúcar.

O avanço dos biológicos também ganha respaldo científico. No Brasil, os inoculantes já são utilizados em mais de 40 milhões de hectares, proporcionando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões por ano com a redução do uso de fertilizantes nitrogenados. O cenário reforça uma tendência clara para o agronegócio: produzir mais, utilizando melhor os recursos disponíveis e reduzindo a dependência de insumos importados.

Fonte: Portal do Agronegócio – Veja matéria na íntegra aqui